Fenomenos atmosféricos

Estarão as nossas casas prontas para fenómenos atmoféricos extremos?

Tempestades mais intensas, episódios de chuva concentrada em poucas horas e vento forte deixaram de ser acontecimentos  excecionais em Portugal. De acordo com o IPMA, o inverno de 2025/26 foi um dos mais chuvosos dos últimos 30 anos, com especial destaque para a tempestade Kristin. Resultante de um processo de ciclogénese explosiva, esta depressão provocou rajadas superiores a 150 km/h e volumes de precipitação entre 300% e 400% acima da média em diversas regiões do país.

Em Portugal, apenas 53% das casas têm seguro multirriscos habitação e 49% das habitações expostas à tempestade Kristin não tinham cobertura para tempestades ou inundações.

Este novo enquadramento climático levanta uma questão simples, mas fundamental: Estarão as nossas casas preparadas para enfrentar o impacto crescente destes fenómenos extremos?

Quando pensamos numa tempestade, é comum imaginar um único momento de grande intensidade. Na realidade, os danos numa habitação resultam muitas vezes da combinação de vários fatores: 

Desloca telhas, danifica chaminés, parte janelas ou provoca a queda de árvores.

Sobrecarrega caleiras e sistemas de drenagem, provocando entradas rápidas de água e inundações ou acumulação que pode atingir garagens, caves ou zonas mais baixas da casa.

Provocam danos aos equipamentos elétricos.

Nem sempre o problema é apenas o fenómeno em si. Muitas vezes, o impacto depende do estado da habitação antes da tempestade.

Perante fenómenos climáticos mais intensos, a proteção da casa não começa com uma resposta automática, mas com boas perguntas. Mais do que tentar perceber se “está tudo coberto”, importa compreender o risco específico de cada habitação e o contexto em que está inserida.

Algumas questões ajudam a tomar decisões mais informadas:

  • A casa está localizada numa zona suscetível a cheias rápidas ou acumulação de água?
  • Existem caves, garagens subterrâneas ou áreas abaixo do nível do solo?
  • O telhado, as caleiras e os sistemas de drenagem, as fachadas, as caixilharias de janelas e caixas de estores estão em bom estado?
  • Consigo distinguir um dano súbito de um problema que se foi agravando ao longo do tempo?

Estas perguntas não servem apenas no momento de rever um seguro. Servem, sobretudo, para avaliar a exposição real da casa aos riscos climáticos atuais.

Um dos conceitos menos claros para muitas pessoas é a diferença entre danos súbitos e danos progressivos.

  • Danos súbitos são causados por um evento repentino e  identificável, como a queda de uma árvore durante uma tempestade.
  • Danos progressivos resultam de problemas que se desenvolvem ao longo do tempo, como infiltrações lentas, fissuras ou desgaste do telhado.

Esta distinção é essencial para perceber se um dano resulta de um acontecimento pontual ou de um problema que já se vinha a desenvolver, o que nem sempre é evidente à primeira vista.

De forma geral, o seguro Multirriscos Habitação está pensado para responder a acontecimentos inesperados, súbitos, com impacto direto e facilmente identificável e origem externa à habitação em si. Quando os danos resultam de falta de manutenção ou de degradação ao longo do tempo, a proteção torna-se mais limitada.

 

O seguro multirriscos habitação tem um papel importante na proteção da casa, mas não substitui a manutenção, nem elimina o risco. Uma parte significativa da proteção está diretamente nas mãos de quem vive na casa. Ações simples, realizadas de forma regular,  podem fazer uma grande diferença:

  • Verificar o estado do telhado e das estruturas exteriores
  • Manter caleiras, ralos e sistemas de escoamento desobstruídos
  • Podar árvores próximas e remover ramos em risco
  • Resolver sinais iniciais de infiltração, fissuras ou humidade

A prevenção não elimina fenómenos extremos,  mas pode reduzir significativamente o impacto e a probabilidade de danos mais graves quando estes acontecem.

Num crescente contexto de imprevisibilidade climática, proteger a casa significa ir além da resposta ao momento do sinistro. Significa compreender o risco, reconhecer os limites das soluções existentes e agir de forma consciente. Ao perceber como fenómenos atmosféricos  afetam uma habitação, e qual o papel da prevenção e do seguro nesse contexto, torna‑se mais fácil alinhar expectativas e fazer escolhas adequadas à realidade de cada casa.

Este artigo tem um carácter informativo e pretende contribuir para uma melhor compreensão dos riscos associados a fenómenos climáticos extremos. Publicado em maio de 2026
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